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sábado, 8 de março de 2014

China: Socialista ou Capitalista?


Após o término da 2ª Guerra Mundial, os socialistas chineses, com a ajuda soviética e liderança de Mao-Tse-Tung, implantaram o socialismo em 1949. Manteve estreita relação com a URSS até a década de 1960. A partir da década de 1970, a China deu uma guinada ao iniciar a introdução da economia de mercado, se aproximando dos EUA e entrando no Conselho de Segurança da ONU.
As reformas no sistema econômico baseado no capitalismo a uma estrutura política apoiada no socialismo fizeram o governo chinês criar a expressão "socialismo com características chinesas" ou "socialismo de mercado". O resultado foi uma vigorosa recuperação econômica. Em setembro de 2013, a China inaugurou a primeira zona franca do país, projetada como um laboratório das reformas que o governo promete para reduzir a presença do Estado na economia e torná-la mais atraente aos investidores estrangeiros. Além da livre conversão do yuan, a moeda chinesa, a zona franca de Xangai vai testar a adoção de taxas de juros determinadas pelo mercado e não pelo Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês).
O plano inclui o relaxamento de restrições ao investimento estrangeiro e ao fluxo de capitais. Será reduzido o controle sobre 18 áreas do setor de serviços, de transações financeiras ao comércio marítimo. Outros setores até agora sob forte restrição, em que empresas estrangeiras poderão operar na nova zona franca de forma experimental, são educação, saúde, assessoria legal e engenharia. A expansão do setor de serviços é uma das prioridades do projeto de reformas do governo chinês, que busca aumentar o consumo nos próximos anos para depender menos de investimentos e da indústria exportadora. Na cerimônia de abertura, 36 empresas ganharam licença para operar na nova zona franca, que cobre uma área de 28,78 quilômetros quadrados na periferia de Xangai. Por ora, só dois bancos estrangeiros terão operações na área, Citigroup e DBS, de Cingapura. Em um sinal da expectativa gerada pela nova zona franca, a mídia estatal chegou a compará-la com a primeira Zona Econômica Especial de Shenzhen, criada em 1980, que tornou-se um símbolo da pioneira abertura econômica inaugurada pelo então presidente, Deng Xiaoping. A China comunista só conseguiu criar escravidão e miséria, como todo regime comunista. A partir da década de 1980, com o pragmatismo de Deng Xioping, uma série de reformas liberalizantes teve início, cedendo mais espaço para o mercado. O resultado está aí para todos verem. Ainda há muito controle estatal, principalmente nos bancos. Nos último anos, após a crise, o governo recuou na abertura e liberalização, aumentando o poder das estatais. Agora está flertando novamente com mais capitalismo.

13 comentários:

  1. hummmmmmmmmmmmmmmmm ok..... gostei de saber.....

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  2. hummmmmmmmmmmmmmmmm ok..... gostei de saber.....

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  3. falando sobre esse assunto prof. o que há de capitalismo na economia socialista da china?

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  4. Capitalismo não é o contrário de Comunismo. O contrário de Comunismo é Democracia. Capitalismo é sistema econômico e não regime de governo, por isso vemos a China capitalista.

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  5. O seu texto deu a entender que a China é apenas dependente da economia de mercado, o que não é verdade. Fora de suas zonas especiais, como Xangai (que ocupa um território ínfimo se comparado com o resto da nação) a China mantém a economia planificada. Todos.os cargos do governo são acessíveis através de concurso público e voto, como em qualquer país do ocidente.

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  6. Em relação ao apresentado no texto estaria certo se referir a China como um "Estado capitalista não liberal"?

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  7. O capitalismo é a melhor opção para o crescimento exponencial de qualquer país. Ao longo da história já está mais que provado que o socialismo não funciona.

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  8. "A China comunista"? nunca houve um comunismo concreto, já que ele é exige um sistema socialista que dê certo(rsrs).

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    1. Koreia do norte está aí. Longe de mim considerar ele como "deu certo" mas está sólido e forte. Tanto começou a intimidar o governo americano a pouco tempo.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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