A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco eminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.
Causas da Guerra
- Divisão ocorrida na Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.
- Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte-coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).
O desenvolvimento da guerra
- Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.
- Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte.
- Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outros países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.
- Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.
Fim da Guerra
- Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.
- Em 28 de março de 1953, Coreia do Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas.
- Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.
Pós-guerra
Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.
No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.
Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Césio-137, elemento químico de grande poder radioativo.
Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou uma quilométrica região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, uma nuvem de material radioativo tomava conta da cidade ucraniana de Pripyat.
Ao terem ciência do acontecido, autoridades soviéticas organizaram uma mega operação de limpeza composta por 600 mil trabalhadores. Nesse mesmo tempo, helicópteros eram enviados para o foco central das explosões com cargas de areia e chumbo que deveriam conter o furor das chamas. Além disso, foi necessário que aproximadamente 45.000 pessoas fossem prontamente retiradas do território diretamente afetado.
Para alguns especialistas, as dimensões catastróficas do acidente nuclear de Chernobyl poderiam ser menores caso esse modelo de usina contasse com cúpulas de aço e cimento que protegessem o lugar. Não por acaso, logo após as primeiras ações de reparo, foi construído um “sarcófago” que isolou as ruínas do reator 4. Enquanto isso, uma assustadora quantidade de óbitos e anomalias indicava os efeitos da tragédia nuclear.
Buscando sanar definitivamente o problema da contaminação, uma equipe de projetistas hoje trabalha na construção do Novo Confinamento de Segurança. O projeto consiste no desenvolvimento de uma gigantesca estrutura móvel que isolará definitivamente a usina nuclear de Chernobyl. Dessa forma, a área do solo contaminado será parcialmente isolada e a estrutura do sarcófago descartada.
Apesar de todos esses esforços, estudos científicos revelam que a população atingida pelos altos níveis de radiação sofre uma série de enfermidades. Além disso, os descendentes dos atingidos apresentam uma grande incidência de problemas congênitos e anomalias genéticas. Por meio dessas informações, vários ambientalistas se colocam radicalmente contra a construção de outras usinas nucleares.
Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola
Osama bin Laden (1957-2011) foi um terrorista saudita. Fundou a organização terrorista Al-Qaeda, que praticou o atentado contra as torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001. Foi o responsável pelo maior atentado de todos os tempos. No dia 11 de setembro quatro aviões repletos de passageiros, foram sequestrados. Dois foram lançados contra as "torres gêmeas", dois prédios de 110 andares cada, que faziam parte de um conjunto de 7 prédios do complexo do World Trade Center em Nova York. Ao mesmo tempo o terceiro avião atingia parcialmente o Pentágono, prédio das Forças Armadas Americanas. O quarto avião caiu em um campo na Pensilvânia. Depois desses atentados, bin Laden passou a ser o terrorista mais procurado do mundo. No dia 1 de maio de 2011 foi fuzilado.
Osama bin Laden (1957-2011) nasceu em Riad, capital da Arábia Saudita , no dia 10 de março. Filho de mãe síria e pai iemenita. Seu pai Mohammed bin Laden, de família pobre emigrou para a Arábia Saudita em 1930. Trabalhando na construção civil fez fortuna construindo palácios e prédios públicos para o Rei Saud. Osama foi educado por professores particulares e teve uma vida de luxo.
Com a morte de seu pai em 1968 bin Laden herdou uma fortuna. Ingressou na Universidade de Engenharia de Jeddah, onde aliou-se ao grupo Mujahidin, comprometido com a libertação da causa islâmica da dominação estrangeira. Ajudou a recrutar jovens muçulmanos e a financiar todas as atividades do grupo. Em 1979 já formado, passa a trabalhar com a família. Nesse mesmo ano a revolução islâmica se opunha à ocidentalização do Irã e o objetivo era depor o Xá Reza Pahlevi. O Irã foi finalmente declarado uma República Islâmica e os soviéticos invadiram o Afeganistão.
Osama bin Laden além de financiar um movimento armado organizado para lutar contra os soviéticos, arrecadava dinheiro, inclusive dos Estados Unidos, para manter o movimento. Em 1988 fundou o Al-Qaeda, um centro operacional para os extremistas islâmicos, onde só eram recrutados membros experientes da guerra do Afeganistão.
Após a retirada soviética em 1989, Bin Laden voltou à Arábia Saudita para trabalhar na empresa da família, mas suas ideias radicais e o contato adquirido com os grupos extremistas o levaram a tentar derrubar a monarquia saudita. Em 1991 foi exilado, perdeu a cidadania saudita e se mudou para o Sudão onde permaneceu 5 anos. A pressão diplomática exercida pelos Estados Unidos obrigou o Sudão a expulsar bin Laden que, em 1996 vai para o Afeganistão sob a proteção do chefe do movimento taliban, Omar Muhammad. Nesse mesmo ano o presidente americano Bill Clinton determina, sem sucesso, que a inteligência americana destrua toda a estrutura criada e assassine Osama.
Sua organização foi responsável por vários ataques nos Estados Unidos, nos países aliados e no Oriente Médio.
Com o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 Osama tormou-se o terrorista mais procurado no mundo. Só em 1 de maio de 2011 uma operação militar surpreendeu o terrorista com um tiro na cabeça. Bin Laden estava escondido na cidade de Abbottabad, próximo a Islamabad capital do Paquistão. Sua morte foi anunciada na TV, pelo presidente americano Barack Obama. Segundo os Estados Unidos o sepultamento foi feito seguindo rituais islâmicos e seu corpo foi jogado no mar.
O caos e o terror reinaram por cinco dias, em março de 2006, em São Paulo devido às ações da poderosa organização PCC.
A cidade, a mais populosa do país, conta com quase 11 milhões de habitantes, que se tornam mais de 15 milhões se contabilizarmos a população da chamada "Grande São Paulo" (municípios como Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Taboão, Carapicuíba são praticamente bairros da própria cidade).
Nesse gigantesco aglomerado urbano, que por si só já mostra a irracionalidade do urbanismo capitalista, convivem rotineiramente, lado a lado, a absoluta miséria das favelas com os bairros de altíssimo luxo, as moradias abaixo das condições mínimas de vida não longe de mansões e condomínios fantásticos vistos em poucas cidades do mundo, amontoam-se também barracas de vendedores ambulantes similares àquelas dos países mais pobres do planeta próximas a centros comerciais similares àqueles de Nova York ou Londres.
Nestes cinco dias de terror, toda a rotina desse cenário de opostos foi quebrada, e manifestou-se, de forma abrupta, a enorme violência que se esconde no interior das contradições da cidade de São Paulo e do Brasil. A organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em operação de verdadeira guerra civil, realizou 251 ataques contestando abertamente o poder de Estado constituído.
Delegacias, postos policiais e carros de polícia foram metralhados, agentes da lei e até bombeiros foram fuzilados, quinze agências bancárias e oitenta ônibus de transporte coletivo foram incendiados.
O pânico tomou conta da população: diversas lojas comerciais, universidades e escolas foram fechadas. Donos de empresas de ônibus, temendo pelo seu patrimônio, não permitiram que os veículos saíssem das garagens. Milhares de paulistanos ficaram sem transporte para chegar ao trabalho. Durante toda a segunda-feira (dia 15), mais de 190 quilômetros de engarrafamento tornaram o trânsito uma verdadeira tragédia, buzinas e sirenes policiais transformavam o barulho do centro em algo ensurdecedor.
Além de tudo isso, diversos presídios se rebelaram e atos de vandalismo ocorriam por todo o país. Tanto na própria São Paulo como em outras cidades próximas, tais como Campinas, e em vários estados do Brasil, tais como Paraná e Bahia, presidiários se levantavam tomando a direção das casas de detenção e também delegacias ou ônibus eram atacados, transformando a população civil em refém do crime organizado. O saldo dos cinco dias de violência, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foi de 115 mortes e dezenas de feridos, isto somente na cidade de São Paulo.
Na madrugada da terça-feira (dia 16), ocorreram ainda novos atentados na Grande SP, mas, pela manhã, os ônibus voltaram a circular na zona sul, a mais atingida pelos acontecimentos, com a polícia vigiando os terminais. Nesse dia, boa parte da população, porém, não saiu de casa, e a terça-feira parecia um dia feriado, com poucos carros circulando, com o metro e os transportes sem passageiros. Neste momento, terça-feira à noite, ainda alguns veículos foram queimados, mas, a situação parece ter ser acalmado repentinamente. Como a calmaria rotineira retornou de forma tão súbita?
A negociação com o PCC
Corre o boato que o governador do Estado de São Paulo, Cláudio Lembo, teria negociado com a facção criminosa atendendo algumas reivindicações do PCC. O principal interlocutor dessa negociação seria Orlando Mota Júnior, conhecido como Macarrão, que cumpre pena de 48 anos e oito meses pelos crimes de roubo, furto, formação de quadrilha e receptação. Orlando seria um dos principais líderes do P,cc logo abaixo do líder máximo, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.
A rebelião teria começado justamente porque Marcola, Macarrão e outros líderes do PCC haviam sido transferidos para o CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes (589 km de SP), onde ficariam isolados -em RDD, Regime Disciplinar Diferenciado, perdendo toda as regalias e a capacidade de ação que ainda possuem em presídios comuns. Não aceitando essa transferência dos seus líderes, o PCC teria desencadeado os cinco dias de terror.
As rebeliões nos presídios e os ataques teriam sido interrompidos na terça-feira, justamente, porque o governo do Estado teria atendido algumas exigências do PCC. Depois do acordo, Macarrão teria então ordenado através de celular que cessassem as operações criminosas e teria sido imediatamente obedecido por seus milhares de fiéis seguidores. Entre as exigências de Macarrão, fala-se na promessa da parte do governo de não utilizar a tropa de choque -conhecida por sua violência extrema - para conter as rebeliões ocorridas em presídios e o retorno de uma série de regalias para Marcola e outros líderes do PCC.
Tal suspeita de negociação do Estado com a organização criminosa revolta boa parte da população paulista, mas, acontecimentos como esse vêm tornando-se comum no Brasil, já que a corrupção domina a vida política e todas as instituições, mostrando a grave crise que atinge a própria dominação burguesa no Brasil. Além das denúncias escandalosas que envolvem todo o governo Lula, o congresso nacional e mesmo o poder judiciário, recentemente, por ocasião do roubo de armas de um quartel do Exército no Rio de Janeiro, também teria ocorrido negociação similar com o crime organizado. Na época, correram boatos de que as Forças Armadas recuperaram as armas roubadas através de negociação com o Comando Vermelho, outra grande organização criminosa. É como se houvesse uma certa continuidade e complementaridade entre o Estado burguês, expressão da classe dominante em armas, e as grandes organizações criminosas armadas, apoiadas, em certo sentido, na miséria da maior parte da população brasileira, moradora nas favelas.
As origens do PCC no Comando Vermelho
Nessa direção é interessante lembrar as origens do Comando Vermelho. Esta organização teria sido criada em 1979, na época ainda da ditadura militar. Teria surgido no presídio Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, a partir do convívio entre presos comuns e militantes políticos. A organização nasceu com conotação política e designava-se "Falange Vermelha" tendo como lema "Paz, Justiça e Liberdade". Controlando inicialmente o tráfico de cocaína no Rio de Janeiro, começou um rápido crescimento distribuindo a droga também para o mercado europeu. Para controlar os pontos de venda, as chamadas "bocas-de-fumo", começou a trabalhar com armamento pesado, armas de alto calibre roubadas do exército ou vindas da Europa, particularmente, da ex-URSS, cuja burocracia vendia a preços acessíveis até armas de defesa antiaérea.
Foi bem essa a trajetória de um dos mais célebres líderes do Comando Vermelho, Fernandinho Beira-Mar. Começou roubando armas do exército brasileiro e logo prosperou, sobretudo, como traficante internacional de armas. Recentemente, inclusive, foi preso na Colômbia, onde tinha grandes negócios com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), recebendo cocaína em troca de armas. Sustenta-se que antes de cisões que atingiram o Comando Vermelho, esta organização chegou a ter 6.500 homens armados diretamente trabalhando nas suas ações e cerca de 300.00 indivíduos em trabalho indireto.Uma de suas cisões foi justamente a origem do P,cc organização que atua mais na cidade de São Paulo e na Baixada Santista, região litorânea do Estado.
Base social e "cultural" das organizações
Como o Comando Vermelho, o PCC tem uma ampla base social nos presídios e nas favelas, tendo milhares de colaboradores. Freqüentemente, essas organizações controlam associações de moradores, clubes, atividades esportivas e musicais, até doando ou obtendo certos pequenos benefícios para a população. Organizam também atividades "culturais", como os bailes funks, onde muita droga e sexo atraem até jovens burgueses ou pequeno-burgueses.
Os cantores funks fazem hinos de exaltação das facções criminosas e até gravam cds elogiando os líderes do Comando ou do PCC. Os cds muitas vezes têm boa captação de som e qualidade técnica refinada, sendo tocados em rádios piratas e vendidos por centenas de vendedores ambulantes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, principalmente, em Santos e em São Vicente, existem funkeiros famosos ligados ao P,cc tais como Renatinho e Alemão, os principais MCs (Mestres de Cerimônias), que gravam álbuns diretamente em homenagem à organização. Por exemplo, no cd "Guerreiro Não Gela", Renatinho e Alemão mandam mensagens a Marcos Willians Herbas Camacho, ou seja, justamente o Marcola, que seria um dos líderes da guerra civil destes dias em São Paulo.
Lembremos que o cd de maior sucesso da dupla Renatinho e Alemão intitula-se "Taleban - Parque dos Monstros", que é como o PCC chama o presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, local onde estão presos Marcola e Macarrão. Na capa do cd, os dois funkeiros aparecem usando óculos escuros e boné estilo militar, com uma foto do World Trade Center em chamas ao fundo. Em cds apreendidos em presídios, escutam-se rajadas de metralhadoras e ameaças diretas a membros do governo ou da polícia.
Como se vê, essas organizações possuem uma base social ampla que habita nas favelas, um trabalho "cultural" e até uma ideologia difusa que se identifica com atos terroristas contra o poder do Estado burguês e mesmo contra o imperialismo internacional. As organizações criminosas parecem, assim, quase verdadeiros partidos políticos das favelas e da classe trabalhadora, mas, na verdade, evidentemente, não são. Como as torcidas organizadas de times de futebol, que de forma fanática torcem para a sua bandeira, e que também, freqüentemente, enfrentam a polícia, como os membros das escolas de samba, também fanáticos pelo pavilhão da sua comunidade, organizações como o Comando Vermelho e o PCC expressam, na verdade, a ausência de um verdadeiro partido dos trabalhadores e um grande bloqueio para a construção de tal partido.
Essas organizações são, assim, em última instância, aliados e cúmplices do Estado burguês e produtos do próprio capitalismo que parecem, em certos momentos, ameaçar. Por isso, não é espantoso que o Estado negocie com eles, como parece ter feito o governo de São Paulo nesta ocasião. Porém, de forma mais perigosa que as torcidas organizadas de time de futebol ou escolas de samba, organizações como o PCC e o Comando Vermelho, potencializadas por muita droga, armas pesadas e dinheiro, apesar de cúmplices e sócias da burguesia, expressam também a irracionalidade absoluta do sistema capitalista e a sua negação, ainda que indeterminada, uma negação pela barbárie, e os acontecimentos destes cinco dias em São Paulo mostraram que esta negação está presente e já nas ruas.
Os outros cúmplices do PCC
Por outro lado, se o Estado burguês é, sem dúvida, cúmplice do PCC e do Comando Vermelho, não seriam também cúmplices ( e maiores cúmplices) todos aqueles que forjaram falsos partidos dos trabalhadores? Não seriam cúmplices destas organizações criminosas todos aqueles que permitiram e que permitem, com suas traições, que essas organizações criminosas cresçam na classe trabalhadora brasileira?
Nesse sentido, lembremos que aproximadamente na mesma época que surgia o Comando Vermelho, há cerca de 26 anos atrás, outra bandeira vermelha era também hasteada, aquela do PT, aquela do partido hoje no poder e hoje mergulhado em crimes quase similares aos de Fernandinho Beira-Mar, Marcola e Macarrão.
Que dizer de Silvinho Pereira, dos dólares na cueca, dos assassinatos de prefeitos, das máfias do lixo e do transporte coletivo, todos escândalos petistas? Que dizer do "mensalão" que subornou quase todo o Congresso Nacional? Que dizer do "Sombra", uma das figuras sinistras do PT de Santo André? Nesse sentido, todos aqueles que construíram o PT e os centristas que o ajudaram a construir são cúmplices, ainda que indiretos, das máfias petistas e daquela de Marcola.
Hoje, diante dos acontecimentos de São Paulo, alguns partidos ditos "de esquerda", pensando (como sempre) já nas próximas eleições (e apenas, nos possíveis lucros eleitorais), aproveitaram os fatos para atacar os seus potenciais adversários e culpá-los pela falta de segurança. Conforme a posição eleitoral, uns atacam o PSDB e o PFL, outros o próprio PT, pois, saíram dele há apenas alguns anos, outros há alguns meses e ainda, os últimos, que saíram há apenas alguns dias (antes do término do prazo para conseguir outra legenda eleitoral). Outros atacam o "capitalismo neoliberal" como a causa da violência. Seria este último melhor que o capitalismo?
Quantas rajadas de metralhadoras do PCC serão ainda necessárias para calar tal retórica eleitoral e tanta pseudo-teoria destes outros cúmplices indiretos do crime organizado paulista e brasileiro?
Em 1945, a península da Coréia foi dividida em duas zonas, separadas pelo paralelo 38°N:
• o Norte foi ocupado por tropas soviéticas (República Democrática Popular da Coréia).
• o Sul ficou sob controle norte-americano (República da Coréia).
Em 1950 tem início a Guerra da Coréia, com os norte-coreanos invadindo o sul, numa tentativa de unificar o país sob o regime comunista. A China entra na guerra apoiando o norte e os EUA, o sul.
Um armistício foi assinado em 1953, ficando uma zona desmilitarizada ao longo do paralelo 38°N.
A Coréia do Norte, socialista, tem um dos regimes mais fechados do mundo. Realizou a reforma agrária, coletivizou o campo e seguiu o sistema socialista, com planejamento centralizado.
Em 1990, a ONU aprovou por unanimidade a admissão das duas Coréias, como os membros 160 e 161.
Em 1991, os primeiros-ministros do Norte e do Sul assinaram um Acordo de Reconciliação, Não-Agressão, intercâmbio e Cooperação, considerado um importante passo para a reunificação.
A partir de 1991, a Coréia do Norte começa a sentir dificuldades econômicas com a retirada da ajuda soviética. A perda do fornecimento de petróleo soviético imobilizou tratores e fábricas de fertilizantes.
Em 1992, o governo norte-coreano entregou à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) um relatório sobre as instalações nucleares do país, incluindo a de Yongbion.
Em 1993, a Coréia do Norte negou permissão à AIEA para inspecionar a usina, dando início a uma grave crise.
Em 1994, a Coréia do Norte aceitou congelar seu programa nuclear e submetê-lo a controle internacional.
A década de 1990 foi marcada por graves inundações e períodos de seca, que agravaram a escassez de alimentos, ) que levou o governo norte-coreano a fazer um inusitado pedido de ajuda internacional.
A escassez de alimentos, a fome, a subnutrição, a alta mortalidade infantil e a falta de condições de assistência médica são graves problemas da Coréia do Norte, que recebe ajuda humanitária da Coréia do Sul, Japão, EUA e da ONU, desde 1995.
Em 2000 (julho), celebrou-se em Pyongyang, capital norte-coreana, uma histórica reunião de cúpula entre as duas Coréias para discutir temas de segurança, programas de mísseis e a possível reunificação da península coreana.
Em setembro de 2000, as duas Coréias, pela primeira vez, desfilam juntas nos Jogos Olímpicos, em Sidney, na Austrália.
Crise nuclear
A Coréia do Norte, advertindo sobre o. risco de uma “3ª Guerra Mundial”, abandonou em janeiro de 2003 o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), mas disse estar disposta a conversar com os EUA para resolver a crise sobre seu programa nuclear.
A dependência da Coréia do Norte das exportações de armamentos constitui uma séria ameaça aos esforços mundiais de controlar a proliferação de armas nucleares.
Em janeiro de 2002, o presidente dos EUA, George W. Bush, acusou a Coréia do Norte de formar, junto com o Irã e o Iraque, um “eixo do mal” responsável pelo desenvolvimento de armas de destruição em massa.
Em 2002, as duas Coréias realizaram a construção de ligações rodoviárias e ferroviárias através de uma fronteira fortemente militarizada, com a esperança de que o projeto melhore as relações bilaterais. Começaram, também, a retirar parte das minas instaladas na fronteira. Após reconectada, a ferrovia coreana deverá ser ligada à russa Transiberiana.
Em setembro de 2002, a Coréia do Norte iniciou aberturas “capitalistas”, criando três zonas econômicas especiais:
• em Sinuiju, na fronteira com a China, noroeste coreano. Será uma “zona internacional financeira, comercial e industrial”, que operará sem interferência do governo central por um período de 50 anos, e que atrairá capital da China, Japão e Coréia do Sul, bem como do Ocidente. Ela operará seu sistema legal e econômico e emitirá até os seus passaportes. Os estrangeiros poderão entrar sem vistos, embora o governo deva construir muros em torno da cidade para controlar o acesso dos norte-coreanos.
• em Kaesong, parque industrial e uma nova cidade de 30,4 quilômetros quadrados. Quando concluído em 2010, este empreendimento deverá abrigar 3 mil! fábricas, 200 mil unidades residenciais, 1.100 quartos de hotel, um shopping center e dois campos de golfe de 18. buracos. Todo este complexo estará situado a apenas 72 quilômetros de Seul, em Kaesong, exatamente ao norte da zona desmilitarizada.
• um enclave turístico no Monte Kumgang, para atrair turistas sul-coreanos.
O TNP é considerado a pedra angular dos esforços internacionais para controlar a disseminação de armas nucleares. Ao abandonar o tratado, a Coréia do Norte evitará que a AIEA inspecione seus programas nucleares.
A crise foi desatada em dezembro de 2002, quando a Coréia do Norte reativou o reator nuclear de Yongbyon para, segundo ela, suprir suas necessidades de energia. EUA e aliados suspenderam o fornecimento de petróleo.
A suspensão foi decidida em novembro de 2002, após um alto funcionário norte-coreano revelar que Pyongyang estava mantendo secretamente um programa nuclear, violando o acordo de 1994, segundo o qual a Coréia do Norte se comprometia a congelar seus projetos atômicos e os EUA e aliados, a fornecer petróleo (500 mil toneladas por ano) e a construir dois reatores de água leve.
O primeiro reator nuclear a entrar em funcionamento na Coréia do Norte, na localidade de Yongbyon, ao norte de Seul, em 1965, era soviético e nele trabalharam: especialistas formados na antiga URSS.
A Coréia do Norte tornou-se o primeiro dos 188 países signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) que decide abandonar esse acordo multilateral, aprovado em Nova York pela Assembléia Geral da ONU em junho de 1968, com o objetivo de evitar a corrida armamentista mundial.
Segundo o texto, os países em posse desse tipo de armas se comprometem a não exportá-las às nações não- nucleares e estas a não adquirir material nuclear suscetível de ser usado para fins militares.
Quando o TNP entrou em vigor, em 1970, existiam cinco potências nucleares declaradas: EUA, ex-URSS, Grã-Bretanha, França e China — atualmente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Índia, Paquistão e Israel também possuem hoje esse tipo de! armamento e são os únicos países que se negam a firmar oi TNP A África do Sul aderiu ao tratado em 1991, após ter admitido que produziu armas nucleares até 1970.
A Coréia do Norte assinou o TNP em 1985, apesar de ter ameaçado abandoná-lo em 1993/1994, durante outra crise nuclear com os EUA, antes de firmar um acordo! especial com Washington que lhe garantia o fornecimento de petróleo, de dois reatores de água leve e ajuda financeira em troca do congelamento de seu programa nuclear.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é o órgão da ONU encarregado de supervisionar o processo de produção de minério de urânio, sua transformação em combustível nuclear e o destino dos resíduos das centrais, mas pode apenas controlar as instalações dos países que se prestam voluntariamente a isso.
A Coréia do Norte tem cerca de 1,2 milhão de soldados — o terceiro maior exército ativo do mundo. Seus reservistas elevam a força total de batalha para 8 milhões de homens, de acordo com estimativas sul-coreanas.
A Coréia do Norte tem um projeto de construção de instalações, que estão espalhadas pelo país, capazes de enriquecer urânio para armas nucleares.
Influências norte-coreanas
A Coréia do Norte apresenta características que a diferenciam do restante do mundo. E o país mais isolado do mundo, que adota a economia socialista e se isolou dentro do próprio mundo socialista. Os norte-coreanos acreditam ter construído uma sociedade de comunistas, com grande influência marxista, leninista e confucionista.
O confucionismo prega que o Estado deve ser governado por personalidades moralmente avançadas. É por isso que os trabalhadores participam de estudos supervisionados sobre as escrituras de Kim II-sung, que, quando faleceu em 1994, foi declarado presidente pela Eternidade.
Na Coréia do Norte a frase comum é “O grande líder nos ensinou”. O poderdo antigo ditador Kim II-sung e do seu sucessor, seu filho, Kim Jong-ll, baseia-se no mandato celestial.
Outro fator que molda a mentalidade norte-coreana é a fé das pessoas no marxismo-leninismo e a crença de que elas possuem a ciência do futuro.
Como entender a mentalidade de um regime ditatorial que adota a fome como um passo necessário em seu combate ao imperialismo?
Excelentíssimos
senhores Chefes de Governo, de Estado e representantes da alta hierarquia das
nações; venho pedir-lhes, através desta missiva, a interrupção da nova “paz
armada”, pois as nações possuem consciência e discernimento para compreender o
que ocorre com o mundo neste momento.
A Primavera Árabe, os conflitos
entre Israel-Palestina, os ataques de 11 de setembro e a morte de milhões de
indivíduos inocentes são mais do que uma ratificação da intolerância derivada
da centralização do poder e do egoísmo exacerbado entre os integrantes da
sociedade contemporânea.
As verdadeiras relações amigáveis
precisam fluir do ato de fraternidade entre os seres, e não com intervenções
militares e paradigmas utilizados para alcançar a cúpula da hegemonia política.
Por esta razão, o “Estado-Maior” deveria se preocupar em orientar a nação a
refutar os desentendimentos e coordenar perspectivas de um mundo mais fraterno,
causando influências aos demais integrantes do hodierno regime socioeconômico.
A impossibilidade de um mundo mais
humano (no melhor sentido da palavra) está no censo imaginativo dos cidadãos.
Porém, se constitui como perceptível, também, a formação de um mundo mais
solidário, não baseado na vingança. Mohandas Gandhi provou através de seus
métodos pacíficos a possibilidade de um “imaginário pacificador”, desta forma,
concluiu que “olho por olho, e o mundo acabará cego”.
Convém, pois ao “Estado-Maior”
abdicar da utilização de recursos bélicos para efetivar a (superficial) paz, e
cabe aos senhores compreenderem esta tão difícil solução em um meio que,
segundo o geógrafo Milton Santos, se constitui como
“técnico-científico-informacional” (VEDOVATE, F. C. Araribá Geografia 9. São Paulo: Moderna, 2010. 38 p.). Contudo, a
dissolução das problemáticas é necessária, do contrário, é aconselhável iniciar
a execução do epitáfio da paz.
Cordialmente,
*Ítalo
Yan Santos França.
* Ítalo Yan é aluno da 8ª série/9º ano da Escola Geórgia.
Ao contrário do que muitos pensam, a seca
não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como
Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito estados nordestinos
(Alagoas, Bahia,
Ceará,
Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco,
Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.
Causas da Seca
As principais causas da seca do
nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas
ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas
de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no
sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações
pluviométricas (chuvas).
O desmatamento na região da Zona da Mata também
contribui para o aumento da temperatura na região do sertão
nordestino.
Características da região
- Baixo índice
pluviométrico anual (pouca chuva);
- Baixa
umidade;
- Clima semi-árido;
- Solo seco e rachado;
- Vegetação com presença
de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga);
- Temperaturas
elevadas em grande parte do ano.
Seca, fome e miséria: um problema
social
A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que
gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de
água, torna-se
difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a
seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão
nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob Sol e calor forte, para pegar água,
muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água
de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de
muitas doenças.
O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o
êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas
habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades.
Estas regiões ficam na dependência de ações públicas
assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não gera
condições para um desenvolvimento sustentável da região.
Ações para
diminuir o impacto da seca
- Construções de cisternas, açudes e
barragens;
- Investimentos em infra-estrutura na região;
- Distribuição de
água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de
emergência);
- Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na
região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do
governo;
- Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da
região, com sistemas de irrigação.
Transposição do rio São
Francisco
A transposição do rio São Francisco é um projeto do governo
federal que visa a construção de dois canais (totalizando 700 quilômetros de
extensão) para levar água do rio para regiões semi-áridas do Nordeste. Desta
forma, diminuiria o impacto da seca sobre a sofrida população residente, pois
facilitaria o desenvolvimento da agricultura na região.
A Seca de 2012
A seca que atingiu o nordeste no começo de 2012 foi a pior dos
últimos 40 anos. A região mais afetada foi o semiárido nordestino,
principalmente do estado da Bahia. Neste estado, cerca de 230 municípios foram
atingidos. Municípios de Alagoas e Piauí também sofreram com a falta de chuvas.
A seca trouxe muito prejuízo para as principais fontes de renda da região:
pecuária e agricultura de milho e feijão.